Conheça Francisco Nunes, Diretor Regional da RES para a América Latina

by RES | out 27, 2026 | Tempo de leitura: 3 min

Francisco Nunes é o novo Diretor Regional da RES para a América Latina. Ele lidera a área de serviços da RES na região, onde a empresa presta serviços de operação e manutenção (O&M) e de gestão de ativos para usinas eólicas e solares.

Francisco tem mais de 18 anos de experiência no setor de energia renovável. Começou como técnico de comissionamento e passou a cargos de gestão na América Central, no Caribe, na Colômbia e no México. Ele entrou na RES em maio de 2026 e trabalha na Cidade do México. Conversamos com ele sobre sua trajetória, o mercado brasileiro, o que a RES traz para esse mercado e os próximos passos.

1. Fale um pouco sobre você e sua trajetória até a RES.

Comecei no setor como técnico de comissionamento. Em 2014, entrei na Ingeteam, no Panamá, primeiro como gerente de projetos e depois como gerente de serviços. Em 2019, fui para a Vestas, onde passei quase sete anos em operações de serviços. Primeiro atuei na América Central, no Caribe e na Colômbia, depois no México. Meu último cargo lá foi Service Director Latam North.

Essa experiência me deu uma visão próxima do que mantém os parques eólicos funcionando na região, desde as equipes de campo até o relacionamento com o cliente. Depois de anos em um fabricante de turbinas, o que me trouxe à RES foi a oportunidade de trabalhar com todos os principais OEMs como parceiro independente.

2. O Brazilian Wind Power Conference está chegando. O que é mais importante para o mercado brasileiro de renováveis neste momento?

Fazer cada megawatt valer. O Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, e a energia eólica é um dos pilares dela. Mas o desafio mudou. A questão não é mais construir capacidade, e sim aproveitá-la.

Os cortes de geração (curtailment) estão reduzindo cerca de 17% da produção potencial eólica e solar, e o Nordeste é a região mais afetada. Até que a capacidade da rede e as regras de compensação avancem, os proprietários precisam extrair o máximo dos ativos que já têm. Disponibilidade, desempenho e controle de custos nunca foram tão importantes.

3. Onde a RES se encaixa nesse cenário?

Bem no centro. A RES apoia ativos renováveis no Brasil há mais de 14 anos, com serviços de O&M em usinas eólicas, solares e no balanço elétrico da planta (BoP elétrico). Na América Latina, temos 5,4 GW sob contratos de O&M.

Nossos clientes continuam conosco. Um portfólio eólico multi-OEM de 288 MW renovou recentemente o contrato de O&M com a gente. Também acabamos de assinar nosso primeiro contrato de gestão de ativos na América Latina, para o parque eólico La Bufa, de 130 MW, da BlackRock, no México. É um serviço novo para a região, e não será o último.

4. O que diferencia a RES nesse mercado?

Independência e profundidade. Não estamos vinculados a nenhum fabricante de turbinas, então nossas equipes trabalham com todos os principais OEMs presentes no Brasil.

Nossas equipes de campo locais conhecem os sites, as estradas e os órgãos reguladores. Por trás delas está uma empresa que dá suporte a 45 GW de ativos renováveis em 1.300 sites no mundo todo. Somando ferramentas digitais, da análise de dados SCADA à inspeção de pás com drones, os proprietários têm um parceiro focado no desempenho dos seus ativos ao longo de décadas, e não apenas na entrega.

5. O que vem pela frente para o setor na região?

Flexibilidade. O curtailment está em todas as conversas, e o setor quer clareza sobre como ele será tratado. Espero que o foco passe do problema para a solução: transmissão, armazenamento e o primeiro leilão de baterias do Brasil, previsto para dezembro.

Até lá, os proprietários com melhores resultados serão aqueles que conseguirem a máxima disponibilidade e desempenho em cada hora em que seus ativos puderem operar. É aí que nós entramos.

6. O que é mais importante para você como líder?

As pessoas. O melhor conselho que já recebi foi “a cultura come a estratégia no café da manhã”. Você pode ter a melhor estratégia do mundo, mas o sucesso depende das pessoas. Gosto de trabalhar com pessoas de diferentes origens e de transformar desafios em oportunidades.

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